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Moraes prorroga novamente por mais 90 dias inquérito que apura se Bolsonaro interferiu na PF

Por Rogério Magno em 20/07/2021 às 19:19:25

Foto: Sérgio Lima/Poder360 – 18.mai.2017

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), prorrogou nesta ter√ßa-feira (20), por mais 90 dias, o inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na PF (Pol√≠cia Federal). A investiga√ß√£o seria encerrada na próxima ter√ßa-feira (27).

Aberto a pedido da PGR (Procuradoria Geral da Rep√ļblica), o inquérito investiga declara√ß√Ķes feitas pelo ex-ministro da Justi√ßa Sergio Moro. Quando deixou a pasta, em abril do ano passado, Moro disse que Bolsonaro cobrou a troca do chefe da PF do Rio de Janeiro para blindar investiga√ß√Ķes de aliados.

"Considerando a necessidade de prosseguimento das investiga√ß√Ķes, nos termos previstos no art. 10 do Código de Processo Penal, prorrogo por mais 90 dias, contados a partir do encerramento do prazo final anterior (27 de julho), o presente inquérito", diz o despacho.

A apura√ß√£o come√ßou em 27 de abril de 2020. A √ļltima prorroga√ß√£o da investiga√ß√£o foi determinada por Moraes em abril deste ano. Ao sair do governo, Moro disse que o presidente teria cometido crime de responsabilidade e de falsidade ideológica.

"O presidente me disse mais de uma vez, expressamente, que queria ter uma pessoa do contato pessoal dele, que ele pudesse ligar, que ele pudesse colher informa√ß√Ķes, que ele pudesse colher relatórios de intelig√™ncia, seja o diretor, seja superintendente? E, realmente, n√£o é o papel da Pol√≠cia Federal prestar esse tipo de informa√ß√£o", afirmou o ex-ministro.

O inquérito

Bolsonaro nega a acusação. Fez um pronunciamento em sua defesa no Palácio do Planalto, acompanhado de ministros e apoiadores.

Depois de ser intimado, em 26 de dezembro de 2020, o presidente informou ao Supremo, por meio da AGU (Advocacia Geral da Uni√£o), que n√£o iria prestar depoimento no inquérito.

O governo tentava autorização para que o presidente pudesse apresentar depoimento por escrito, em vez de comparecer presencialmente, como havia determinado o ministro aposentado Celso de Mello, que era relator do processo.

Em 3 de dezembro, o procurador-geral da Rep√ļblica, Augusto Aras, defendeu que Bolsonaro tem direito de desistir do depoimento. Com a aposentadoria de Celso, o ministro Alexandre de Moraes assumiu o processo, e negou o pedido do presidente.

Disse que o devido processo legal obriga o Supremo a decidir 1¬ļ quando seria o depoimento de Bolsonaro. O presidente teve o direito de marcar a data, mas limitou-se a dizer que n√£o ir√° depor.

Poder 360

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Jota Edilson

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