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'Adriana não é um número', escreve jornal australiano sobre estudante brasileira que morreu de Covid no país

Por Nilton Macedo em 25/07/2021 às 21:07:16
Adriana Midori Takara morreu na noite de sábado no Royal Prince Alfred Hospital. O corpo será cremado na Austrália. Matéria do jornal The Sidney Morning Herald destaca morte de brasileira por Covid

Reprodução

Uma estudante brasileira de 38 anos morreu sábado (24) vítima da Covid-19 em Sidney, na Austrália, de acordo com jornais australianos. O jornal The Sydney Morning Herald escreveu; "Adriana não é um número: estudante de contabilidade de Sydney, 38, a última morte por coronavírus."

Adriana Midori Takara morreu no Royal Prince Alfred Hospital. Ela estudava contabilidade na Kaplan Business School de Sydney, não tinha problemas de saúde, mas piorou rapidamente após contrair o vírus.

A raiva dos australianos com a volta ao lockdown

Marlene Coimbra, diretora da empresa Superstudent Headquarters, que assessorava Adriana, disse ao G1 que ela era de São Paulo. De acordo com Marlene, Adriana não tinha conseguido ainda se vacinar quando contraiu a doença. Ela foi internada no sábado (17). O corpo será cremado na Austrália.

"Espero que a morte da Adriana sirva para chamar atenção do governo para as condições dos over seas students não Austrália. São aqueles que continuam trabalhando durante essa pandemia em segmentos prioritários como aged care e hospitality sem nenhuma ajuda oficial do governo", disse.

Ao mencionar a morte, a premier de Nova Gales do Sul Gladys Berejiklian alertou que os jovens podem ser vítimas da "doença cruel". “Se alguém pensa que esta é uma doença que afeta apenas pessoas mais velhas, por favor, pense novamente”, disse ela.

A Austrália impõe novas medidas restritivas, cada vez mais impopulares, em um momento de alta no contágio por conta da variante Delta. Cerca de metade da população australiana — o equivalente a 13 milhões de pessoas — está sob lockdown.

O atual surto em Sydney, a cidade mais populosa do país, infectou mais de 1,5 mil pessoas. Mais 100 casos foram identificados na quarta-feira (21), apesar de Sydney estar em lockdown há quatro semanas

Fonte: G1

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