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RN planeja diminuir intervalo entre doses da Pfizer desde que Ministério da Saúde envie mais lotes da vacina

Por Rogério Magno em 27/07/2021 às 19:48:49
Sesap também vai enviar doses da reserva técnica para que gestantes e puérperas que tomaram a primeira dose de AstraZeneca tenham esquema vacinal concluído com Pfizer imediatamente, seguindo recomendação do MS. Doses de Pfizer: bula indica possibilidade de vacinação com 21 dias de intervalo

Divulgação/Juliane Araujo

A Câmara Técnica de Vacinação da Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) sinalizou que pretende diminuir o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina da Pfizer para 21 dias no estado - atualmente ela é aplicada com cerca de 3 meses de diferença.

A redução no tempo segue um novo direcionamento do Ministério da Saúde, que pretende agilizar a imunização para evitar a disseminação da variante Delta.

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A mudança no Rio Grande do Norte, no entanto, segundo a coordenadora de Vigilância em Saúde Kelly Lima, só será possível caso a pasta nacional envie lotes para essa segunda dose de forma antecipada.

"O intervalo preconizado na bula da Pfizer é de 21 dias até três meses. A gente está utilizando o intervalo mais ampliado pela escassez de doses. O Ministério [da Saúde] sinalizou a diminuição, mas a gente vai aguardar. O Estado tem total interesse em realizar essa diminuição, exatamente por compreender que a população não teria uma proteção eficaz contra as novas variantes só com uma dose", explicou.

"Assim que o Ministério da Saúde disponibilizar essas doses de forma antecipada, nós iremos antecipar a conclusão do esquema vacinal da Pfizer aqui no estado".

Ministério da Saúde estuda antecipar intervalo entre as duas doses da Pfizer

De acordo com a Sesap, o recebimento antecipado do Ministério da Saúde deve ser atrelado a um quantitativo compatível com esse aumento de pessoas, visto que a diminuição do intervalo resultará no aumento da população para a segunda dose.

Em nota, a pasta potiguar reforçou que a redução no intervalo das vacinas "depende do cronograma de envio de doses do Ministério da Saúde, a partir das próximas remessas".

A remessa com 69 mil doses da Pfizer que chegou ao RN nesta quarta-feira (28) não está contemplada com o novo critério.

Grávidas e puéperas

A reunião da Câmara Técnica também decidiu que gestantes e puérperas que iniciaram o esquema vacinal com AstraZeneca devem completar o esquema vacinal com o imunizante da Pfizer imediatamente. O RN tem 411 gestantes nesta situação.

A Secretaria de Saúde informou que vai enviar nesta quinta-feira (29) doses da Pfizer, da reserva técnica, a cerca de 60 municípios para que concluam o esquema vacinal deste público.

"A ideia é que a gente possa encaminhar 411 doses da reserva técnica para os municípios ainda essa semana para que eles consigam aplicar essas doses e completar o esquema vacinal dessas mulheres", disse Kelly, que explicou que o Estado optou por distribuir esse imunizante "por já estarmos imunizando com ele e não ter acontecido nenhum tipo de problema aqui no estado com relação a gestação".

"Aquela gestante que, porventura, no início da gestão ou em algum momento tomou o imunizante da Oxford [AstraZeneca] e ainda não conseguiu completar o esquema vacinal, pode procurar uma unidade de saúde até o final da semana que terá o acesso garantido ao imunizante da Pfizer", concluiu a coordenadora.

Gestantes e puérperas que tomaram 1a dose da AstraZeneca devem tomar 2a dose da Pfizer imediatamente.

Prefeitura de Ipojuca/Divulgação

O Rio Grande do Norte decidiu completar o esquema vacinal com Pfizer das grávidas e puérperas vacinadas com a primeira dose de AstraZeneca após uma orientação do Ministério da Saúde, que permitiu a intercambialidade (doses de fabricantes diferentes) para esse público.

A vacinação de grávidas com a AstraZeneca está suspensa desde maio, após uma recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para investigação de um "evento adverso" que pode ter sido associado à aplicação da dose em uma gestante.

A nova nota técnica do Ministério da Saúde agora permite também que, caso a Pfizer não esteja disponível no momento da vacinação, a imunização poderá ser feita com a CoronaVac.

Fonte: G1.RN

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Jota Edilson

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