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EUA exigirão que funcionários públicos estejam vacinados contra a Covid ou se submetam a testes semanais

Por Nilton Macedo em 29/07/2021 às 18:26:27
País vem encontrando dificuldades em atingir a imunidade coletiva e tem experimentado uma 'pandemia de não-vacinados'. Governo Biden também quer incentivo de US$ 100 para quem for se vacinar. Presidente Joe Biden dos EUA em entrevista coletiva sobre vacinação contra a Covid em 29 de julho de 2021

Evelyn Hockstein/Reuters

O governo dos Estados Unidos passará a exigir que funcionários públicos estejam vacinados contra a Covid-19 ou que apresentem testes semanais negativos para a doença, segundo um comunicado da Casa Branca divulgado nesta quinta-feira (29).

A medida foi anunciada pelo presidente Joe Biden em um pronunciamento oficial e é uma resposta à situação da pandemia no país, que vem se agravando entre os não-vacinados por conta da alta transmissão da variante delta, já dominante no país.

"As vacinas são a melhor proteção para casos graves da Covid-19", disse Biden. "Todos os casos de hospitalizações e mortes que temos hoje são de pessoas não vacinadas".

O governo americano emprega cerca de 2 milhões de servidores públicos, que estarão sujeitos a esta nova normativa. O comunicado diz ainda que espera que esta iniciativa federal possa servir de modelo também para o setor privado.

Funcionário dos transportes em Nova York (EUA) recebe vacina contra a Covid-19 em 10 de março

Shannon Stapleton/Arquivo/Reuters

A Casa Branca, entretanto, somente forçará aqueles funcionários que trabalham diretamente com pacientes em hospitais do departamento de Assuntos de Veteranos a serem vacinados.

Os outros funcionários do governo que optarem por não fazer a vacinação não serão demitidos, mas terão de ser testados frequentemente – possivelmente semanalmente – e somente poderão participar de viagens de trabalho essenciais.

Vacinação para militares

A Casa Branca também defende que o Departamento de Defesa comece a avaliar o acréscimo das vacinas contra a Covid-19 entre os imunizantes exigidos para o serviço militar.

O exército americano mantém uma lista de vacinas obrigatórias, atualizada constantemente, para membros das forças armadas que atuam dentro e fora do país.

"Isso é particularmente importante porque nossas tropas servem em todo o mundo, muitos dos lugares onde as taxas de vacinação são baixas e as doenças predominam", diz a nota.

Incentivos financeiros

O governo Biden também fez um pedido para que estados e municípios paguem US$ 100 (cerca de R$ 500) para quem for se vacinar contra a Covid-19.

"Eu sei que dar US$100 para aqueles que ainda não se vacinaram pode não parecer justo para aqueles que se vacinaram, mas se isso fizer com que a gente controle a pandemia, vamos fazer", disse o presidente.

Prefeitura de Nova York oferecerá US$ 100 para quem se vacinar

A medida deve aumentar os índices de vacinação em estados que ainda não alcançaram uma taxa mínima de proteção comunitária – e já foi aprovada pela prefeitura da cidade de Nova York, que começará a recompensar os novos vacinados a partir desta sexta (30).

Além disso, a administração democrata disse que irá reforçar o pedido a empresas privadas para que trabalhadores possam receber folga nos dias em que forem vacinar. O governo federal irá reembolsar empresas por esta medida.

Uso de máscaras

O presidente americano fez um pedido aos americanos que sigam as orientações mais recentes sobre o uso de máscaras feitas pelas autoridades de saúde pública dos EUA.

"Precisamos usar uma máscara para proteger uns aos outros e impedir a rápida disseminação desse vírus enquanto trabalhamos para vacinar mais pessoas", disse Biden.

Na terça, o Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), voltou atrás e recomendou que pessoas que receberam vacina contra o coronavírus voltem a usar máscaras quando estiverem em ambientes fechados, de acordo com a circunstância.

Uma recomendação especial foi feita para que, mesmo entre os vacinados, seja mantido o uso de máscaras em escolas por professores, funcionários, alunos e visitantes de escolas.

Fonte: G1

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Jota Edilson

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