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Universal Music prevê crescimento do setor com streamings: "bilhões de dólares"

Por Nilton Macedo em 21/09/2021 às 11:04:47

O executivo-chefe da Universal Music afirmou que a grande expectativa de flutuação no mercado de €$ 40 bilhões da maior gravadora do mundo nesta semana ainda não marca o pico da recuperação da indústria musical. Conforme ele, os streamings e todos os jeitos possíveis de ouvir música de forma digital irão liderar um crescimento de “bilhões de dólares” ainda por vir, muito por conta da “nova onda” protagonizada por dispositivos inteligentes conectados e redes sociais, como o TikTok.

Sir Lucian Grainge, que deve ganhar um bônus de transação de pelo menos US$ 170 milhões com a gravadora por trás de artistas como Taylor Swift, Kanye West e Drake indo à público em Amsterdã, na Holanda, nesta terça-feira (21), disse que a listagem na bolsa oferece a oportunidade de transformar a Universal na “empresa de música da próxima geração”.

“Para o grupo Universal Music e a indústria, há muito mais por vir, tantas oportunidades”, disse ele ao jornal britânico The Guardian. “As taxas de penetração dos serviços digitais em alguns dos maiores países ainda não atingiram as de mercados mais maduros, então há muito espaço livre para crescimento nesses mercados-chaves”.

Kanye West no Lollapalooza 2011, em Santiago (Chile)
Kanye West é um dos artistas da Universal Música. Imagem: Rodrigo Ferrari/Flickr/Wikimedia Commons

“E então, quando você adiciona a audição crescente dos fãs por meio de alto-falantes controlados por voz, dispositivos e carros conectados, mídia social, jogos, fitness e assim por diante, você percebe por que acreditamos que estamos apenas no início de uma nova onda de consumo de música. Esta onda está ocorrendo em uma variedade de plataformas – algumas das quais nem mesmo estavam no radar há apenas alguns anos”, disse Grainge.

Mark Mulligan, analista da empresa Midia Research, revelou à publicação britânica que cerca de 10% dos quase US$ 22 bilhões em receitas globais de streaming em 2020 vieram de receitas de licenciamento – necessárias para que o público ouça as músicas em plataformas como Facebook, Instagram, TikTok, por meio de dispositivos inteligentes como Alexa, da Amazon, em jogos como "Fortnite" e "Roblox", e muito mais.

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“A música está indo para todos os lugares ”, declarou Mulligan. “Programas de TV, jogos, publicidade, TikTok, Peloton, há muito crescimento no Instagram também. O streaming foi como um salto no coração da indústria. Ele começou a iluminar o setor e está mantendo as luzes acesas (…) os investidores estão comprando catálogos de música, os mercados emergentes estão apresentando forte crescimento… tudo isso faz com que a indústria da música pareça interessante para os investidores e o mercado. A indústria da música parece estar em pico de crescimento”.

Em nota aos investidores no mês passado, analistas otimistas de empresa de serviços financeiros JP Morgan Cazenove descreveram a Universal Music como um “ativo extraordinário e obrigatório”, acrescentando que a elevada avaliação de €$ 54 bilhões se “provaria conservadora” para o que ainda está por vir. Recentemente, a venda mais recente de uma participação de 10% da gravadora em julho, para o fundo de hedge Pershing Square de Bill Ackman, avaliou o negócio em €$ 40 bilhões.

O desempenho da Universal disparou nos últimos anos devido a um aumento liderado pelas plataformas de streamings, como o Spotify, e outros serviços digitais, como o iTunes. Uma década atrás, enquanto as vendas físicas recordes continuavam a cair, ouvir música online ainda não produzia uma receita significativa – em 2011, por exemplo, a gravadora obteve “apenas” €$ 4,2 bilhões em receitas e teve lucro de €$ 507 milhões. Em 2021, a empresa está a caminho de obter uma receita de quase €$ 8 bilhões e lucros de, potencialmente, €$ 1,5 bilhão.

Fonte: The Guardian

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Fonte: Olhar Digital

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