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Sexta rodada do Auxílio Emergencial está em andamento, confira os calendários

Por Everaldo Alexandre em 21/09/2021 às 11:04:50

Já está em andamento a sexta e penúltima parcela do auxílio emergencial 2021. Os beneficiários do Bolsa Família começaram a receber a nova rodada do subsídio na sexta-feira (17) e a partir desta terça-feira (21), o público em geral também passa a acessar o benefício.

Entre as pessoas cadastradas no Bolsa Família, os depósitos - efetuados nos últimos 10 dias úteis de cada mês - vão até 30 de setembro, seguindo a ordem do dígito final do Número de Identificação Social (NIS).

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Já o público em geral – composto por pessoas desempregadas, trabalhadores autônomos, cidadãos de baixa renda inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal e microempreendedores individuais - é contemplado de acordo com o mês de nascimento. Os primeiros a receber o benefício, portanto, são os aniversariantes de janeiro e assim por diante, até que os nascidos em dezembro sejam contemplados no dia 3 de outubro.

O calendário de pagamentos pode ser conferido no site da Caixa. No caso das pessoas não cadastradas no Bolsa Família, os depósitos são organizados em ciclos de crédito em conta e o saque em dinheiro fica disponível a partir de 4 de outubro.

O valor do auxílio emergencial é de R$250, com exceção das pessoas que moram sozinhas e das mulheres que administram famílias monoparentais. Para as primeiras, o benefício é de R$150 e para as segundas, de R$375.

Confira os calendários

Confira o calendário para inscritos no Bolsa Família:


A organização do calendário para quem está inscrito no Bolsa Família é baseada no mês de aniversário / Caixa Econômica Federal

Crédito para não inscritos no Bolsa Família:


Inscritos no CadÚnico podem movimentar o crédito para pagamentos e outros serviços online / Caixa Econômica Federal


Saque para não inscritos no Bolsa Família:


A liberação em espécie é feita posteriormente ao calendário de créditos / Caixa Econômica Federal

Emprego e comida escassos

Previsto para se encerrar em julho, o Auxílio Emergencial 2021 foi prorrogado por três meses e deve durar até outubro. O subsídio estatal é distribuído em momento em que, diante de uma das piores gestões da pandemia de Coronavírus do mundo, o Brasil atinge números alarmantes de desemprego e fome.

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De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já são 14,4 milhões o número de pessoas sem trabalho no país, o equivalente a 14,1% da população. Essa estatística deixa de fora, ainda, os chamados desalentados, que correspondem às 5,6 milhões de pessoas que já nem mais procuram serviço. O desemprego é ainda mais grave no Nordeste, onde a taxa chega a 18,2%.

O Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, feito pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) e divulgado em abril, estimou que 19 milhões de pessoas passaram fome no país ao longo de 2020. O estudo indica, ainda, que mais da metade dos domicílios enfrentou algum nível de insegurança alimentar.

Fonte: Brasil de Fato

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