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Podemos recua e Styvenson tem até agosto para dizer se concorrerá ao governo do RN

Evitando atritos com o senador, partido decide esperar até o fim das convenções partidárias por uma resposta

Por Rogerio Magno em 21/06/2022 às 08:28:08
Foto: José Aldenir/Agora RN

Foto: José Aldenir/Agora RN

"O partido deu o (prazo) até as convenções", declarou o presidente estadual do Podemos, Felipe Madruga, ao explicar que a cúpula da legenda potiguar reavaliou seu posicionamento sobre uma possível pré-candidatura para o governo do Estado e decidiu aguardar até o mês de agosto por uma resposta do senador Styvenson Valentim. O parlamentar disse, em entrevista exclusiva ao AGORA RN na semana passada, que aguardaria até a convenção partidária, limite estabelecido pela legislação eleitoral, para decidir se irá se candidatar ou não.

"A questão é que a lei diz que é nas convenções que a candidatura tem que ser homologada, registrada. Então, a gente respeita a lei e será nas convenções que isso vai acontecer. Não existiu nenhum tipo de ultimato, atrito ou pressão. O partido respeita, porque ser candidato é uma decisão pessoal dele. O que aconteceu foi que o partido entende ser importante essa posição de Styvenson, para seguirmos com as providências. Mas não vejo conflito", ressaltou Felipe, em entrevista exclusiva ao AGORA RN, nesta segunda-feira 20.

Ele explicou ainda que, quando o senador estiver pronto para apresentar sua decisão, sendo "sim ou não", o partido respeitará. "A legenda é um organismo vivo e estamos em período de pré-campanha, as situações e circunstâncias mudam e o senador Styvenson é um nome fundamental para o cenário eleitoral do RN. A questão é natural do processo político, mas o senador tem total liberdade para dizer se será o candidato ou não, sem nenhum tipo de pressão. Existe um prazo, tudo se resolve em convenções, a vida partidária se resolve em convenções é onde as decisões são chanceladas perante a lei", enfatizou.

Segundo Felipe, caso Styvenson decida não lançar seu nome ao governo do Estado, a sigla não apoiará outro pré-candidato. "Prioridade não tem plural, então, a gente trabalha hoje em respeito à indefinição. Não trabalhamos com outros planos, estamos respeitando o senador do partido. Ele tem o direito de decidir e a gente não vai exercer pressão, porque na democracia funciona assim", disse.

"O senador tem liberdade, é livre para exercer o seu mandato parlamentar conferido por aproximadamente 750 mil norte-rio-grandenses, o partido respeita o mandato dele e dá a ele o apoio, liberdade e atenção que democracia existe dos partidos políticos", disse.

Felipe explicou ainda que nunca foi dado um "ultimato", mas sim, estabelecida uma data, por decisão de ampla maioria presente, em assembleia registrada em ata, com objetivo de dar mais transparência e visibilidade à posição política do partido nessas eleições, além de agregar tempo hábil de organização e planejamento das questões eleitorais que competem aos partidos políticos brasileiros.

Felipe Madruga afirmou que o Podemos montou uma excelente nominata para as eleições proporcionais, com destaque para as pré-candidaturas a deputados federais, representadas por pessoas "idôneas", de diversos setores da sociedade e diferentes regiões do Estado.

Até o momento, as pré-candidaturas para deputado federal do Podemos são da enfermeira Silvia Helena Gomes (Natal), Clarissa Matias (Macaíba), Késia Magali (Parnamirim), Jullya Alves (São Gonçalo), Professor Ozildo (Touros), Carlinhos do Vale (Macau), Gilson Veras (Janduis), Gari Aldair (Natal) e Alexandre Vagner (Natal).

Fonte: Portal Agora RN

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Jota Edilson

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