Novas regras do TSE contra fake news para 2024 geram incertezas

Debate sobre moderação de conteĂșdo e responsabilidade das redes sociais ainda gera dĂșvidas

Por Rogerio Magno em 14/07/2024 às 09:25:43
Créditos: Reprodução

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A pouco mais de um mĂȘs do inĂ­cio da campanha eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda enfrenta incertezas sobre a implementação das novas regras contra desinformação nas eleições de 2024. As dĂșvidas giram em torno da aplicação das diretrizes pelo tribunal e o impacto na moderação de conteĂșdo nas redes sociais.

As regras mais rigorosas aprovadas pelo TSE este ano estipulam que as plataformas podem ser responsabilizadas caso não removam "imediatamente" categorias de conteĂșdo, como discurso de ódio e desinformação eleitoral, conforme divulgou a Folha.

No entanto, a falta de clareza sobre o gatilho para essa responsabilização das fake news gera debate. Alguns defendem que a responsabilização ocorra apenas após decisão judicial, conforme previsto no Marco Civil da Internet, enquanto outros acreditam que a remoção deve acontecer após a publicação, denĂșncia de usuĂĄrio ou notificação extrajudicial.

A troca de presidĂȘncia do TSE, de Alexandre de Moraes para CĂĄrmen LĂșcia em junho, também alimenta a expectativa sobre como as novas regras serão interpretadas. A resposta concreta só serĂĄ conhecida quando processos sobre o tema chegarem à corte.

Um possĂ­vel julgamento sobre a constitucionalidade do Marco Civil pelo Supremo Tribunal Federal (STF) também pode alterar o cenĂĄrio. O presidente do STF, LuĂ­s Roberto Barroso, sinalizou que isso pode ocorrer ainda este ano.

Viabilidade de canal do TSE é questionada

Outro ponto de preocupação é o Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia (Ciedde), criado em março por Moraes. O centro permite que qualquer cidadão envie alertas de desinformação ao TSE, que serão analisados por uma equipe antes de serem encaminhados às plataformas ou autoridades, em caso de crime.

A viabilidade desse sistema diante do volume de denĂșncias em uma eleição municipal é questionada. Paloma Rocillo, diretora do Instituto de ReferĂȘncia em Internet e Sociedade, expressa preocupações sobre a transparĂȘncia e critérios aplicados na triagem de denĂșncias, ressaltando a necessidade de evitar abusos de poder.

As novas regras do TSE e sua implementação continuam a ser um tema de debate, com muitos esperando por diretrizes mais claras e respostas concretas à medida que a campanha eleitoral se aproxima.

Fonte: Portal Agora RN

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