Terra-Bit

Pesquisadores desenvolvem testes rápidos para detectar coronavírus

  Faria explicou que o dispositivo do teste r√°pido tem v√°rios canais onde a saliva do paciente é inserida. Esses compartimentos contam com quatrochipssensores [...]

Por Rogério Magno em 14/05/2020 às 15:10:26

 

Faria explicou que o dispositivo do teste r√°pido tem v√°rios canais onde a saliva do paciente é inserida. Esses compartimentos contam com quatrochipssensores programados para identificar peda√ßos do RNA (√°cido nucleico) do vírus.

"A detec√ß√£o se d√° por eletroquimiluminescência, ou seja, a partir da rea√ß√£o eletroquímica entre o sensor e o RNA do vírus ocorre a emiss√£o de luz. Com isso, se o sensor detectar pelo menos uma das sequências de RNA, um ponto de luz ir√° surgir, indicando que o paciente est√° infectado", disse.

O sensor surgiu em um dispositivo de baixo custo patenteado, já que, em 2017, a equipe de Faria desenvolveu um dispositivo semelhante para a detecção de biomarcadores da doença de Alzheimer.

A metodologia usada nos testes da covid-19 é uma adapta√ß√£o de v√°rios dispositivos que est√£o sendo desenvolvidos nos laboratórios para identificar a ocorrência de outras doen√ßas, como c√Ęncer, leishmaniose, hanseníase e zika, além do Alzheimer. Entretanto, ainda n√£o h√° previs√£o para que o dispositivo seja comercializado.

Biomarcadores

"O nosso laboratório tem experiência no uso de biomarcadores proteicos para a identifica√ß√£o de doen√ßas. Alguns deles j√° eram marcadores conhecidos que utilizamos em dispositivos, outros eram biomarcadores novos, como o caso do dispositivo para detectar Alzheimer. Nesse novo projeto usaremos marcadores de RNA, partes da sequência de RNA que foram separadas pelo pesquisador Matias Melendez, que integra o nosso grupo", afirmou.

Segundo o pesquisador, também est√£o sendo feitos testes com sensores para identificar o coronavírus em ambientes como casas, ruas e escritórios, e no sistema de esgoto. "Como j√° temos uma metodologia, é do nosso interesse adapt√°-la para diferentes usos, desde que seja possível identificar um biomarcador para a doen√ßa", explicou.

Faria disse ainda que, para atingir o RNA, é preciso uma solu√ß√£o para "quebrar" o vírus e expor o material genético a ser detectado pelo sensor. "Ao identificar o capsídeo, ser√° possível detectar o vírus diretamente, o que abre um leque de possibilidades, como criar um dispositivo para identifica√ß√£o em sistema de esgoto ou no ar. Com isso, seria possível monitorar a dist√Ęncia o ambiente externo e mapear a contamina√ß√£o de √°reas pelo esgoto ou por coleta de material particulado na atmosfera", esclareceu.

Os estudos têm o apoio da Funda√ß√£o de Amparo à Pesquisa do Estado de S√£o Paulo e de um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Fonte: Banda B

Jota Edilson

Coment√°rios

GF AUTO CENTER