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Ex-seguidora de Charles Manson tem liberdade condicional negada pela 23ª vez

Por Nilton Macedo em 01/12/2020 às 08:48:43
Leslie Van Houten foi condenada a prisão perpétua por duplo homicídio em 1969; agora com 71 anos, uma comissão de justiça recomendou sua soltura, que foi negada pelo governador da Califórnia. Leslie Van Houten em uma das suas audiências para tentar um pedido de liberdade condicional, em foto de 2002

Damian Dovarganes/Pool/AFP/Arquivo

Leslie Van Houten, uma das ex-seguidoras do assassino Charles Manson, teve seu pedido de liberdade condicional negado por autoridades da Califórnia pela 23ª vez. Ela foi condenada a prisão perpétua por duplo homicídio em 1969, quando tinha 19 anos.

Uma comissão recomendou, em julho deste ano, que Van Houten fosse liberada. Segundo as leis do estado, o pedido de liberdade condicional precisa ser autorizado pelo gabinete do governador e o democrata, Gavin Newson, negou o pedido.

O advogado de Van Houten disse que vai recorrer à decisão. Segundo ele, a ex-seguidora de Manson não apresenta atualmente "nenhum risco contra a sociedade". Eles já haviam tentado ou outro pedido de liberação, ainda em maio, por conta da pandemia da Covid-19.

Leslie Van Houten, membro da "família" de Manson, ao sair de julgamento em Los Angeles, em dezembro de 1969

AP/Arquivo

Agora com 71 anos de idade, Van Houten passou pouco mais de 50 na cadeia. Ela foi condenada pela morte de um casal durante ação da seita de Manson, responsável por uma série de assassinatos no fim da década de 60 nos Estados Unidos.

Manson morreu na prisão no fim de 2017.

Entre os ataques, o mais conhecido foi o feito contra a atriz Sharon Tate, mulher do cineasta Roman Polanski. Ela foi morta em sua casa, junto de amigos, quando estava grávida de oito meses. Van Houten não participou deste assassinato.

No entanto, a ex-seguidora esteve presente em outro ataque, no dia seguinte, quando o casal Leno e Rosemary LaBianca foi morto em casa, em Los Angeles, em 10 de agosto de 1969.

Ela admitiu ter esfaqueado 15 vezes uma das vítimas, que estava caída no chão, pelas costas –por esse crime, foi condenada à morte, mas acabou sendo sentenciada à prisão perpétua em 1978, pena que cumpre no presídio feminino de Corona, na Califórnia.

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Fonte: G1

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Jota Edilson

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