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Sem fazer parte do G7, China foi grande assunto da 47ª Cúpula do grupo, na Inglaterra

Por Everaldo Alexandre em 14/06/2021 às 15:37:11

Ainda que a China seja a segunda maior economia do mundo, com um PIB de US$ 15,4 trilhões, o país havia sido excluído do G7, porque sua renda per capita ainda a posicionava como um país em desenvolvimento. Depois de erradicar a pobreza extrema, o país permanece de fora por divergências políticas.

Diante das acusações, o governo chinês relativizou o impacto das decisões do G7 e convocou os líderes do grupo a suspender sua difamações e política intervencionista.

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"Acreditamos que países grandes e pequenos, fortes e fracos, ricos e pobres são iguais, e os problemas globais devem ser resolvidos através de consultas que envolvam todos os países. Já ficou para trás o tempo em que um grupo de países tomava decisões mundiais", publicou, em comunicado, a embaixada chinesa em Londres.


A África do Sul foi a convidada especial da última Cúpula do G7, que posa com distanciamento social para foto / G7

Pandemia

Este foi o primeiro encontro do G7 realizado durante a pandemia do novo coronavírus. A crise sanitária global foi um dos temas de destaque.

Depois de uma série de denúncias da própria Organização Mundial da Saúde (OMS), de que as maiores potências econômicas concentram cerca de 70% dos imunizantes já produzidos no planeta, os líderes do G7 acordaram a oferta de 1 bilhão de doses aos países pobres, seja pela redistribuição dos estoques excedentes ou financiando o consórcio Covax.

Além disso, ao invés de apoiar a proposta da Índia e da África do Sul, de quebrar as patentes para as vacinas contra covid-19 na Organização Mundial do Comércio (OMC), o grupo dos sete determinou que os países terão um prazo máximo de 100 dias para desenvolver e aprovar as licenças de novas vacinas.

:: Entenda por que apenas 10 países dominam a vacinação contra a covid-19 ::

Foram aplicadas 2,156 bilhões de doses de vacinas contra a covid-19, até o dia 10 de junho, segundo a OMS. O número é insuficiente para conter o avanço da doença, que já infectou 175 milhões de pessoas e vitimou outros 3,7 milhões em todo o planeta.

Considerando que existem 7,7 bilhões de pessoas no mundo, seriam necessárias cerca de 15 bilhões de doses de vacinas para imunizar todo o planeta. Usando um valor médio de US$ 15 por dose (R$ 75), seria necessário desembolsar US$ 225 bilhões, ou mais de um R$ 1 trilhão, para a imunização total do planeta. O valor representa 70% do que os cinco maiores multimilionários do mundo obtiveram no último ano.

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O presidente dos EUA, Joe Biden se reunniu com a chanceler alemã Angela Merkel, que irá visitar Washington em julho / G7

Mudanças climáticas

Assumindo a retórica da administração Biden, o G7 acordou apoiar uma "revolução verde" nos seus países para os próximos anos, limitando o aumento da temperatura global a 1,5 ºC e reiterando a meta de zerar as emissões de gás carbônico até 2050.

Com essas medidas, a Casa Branca e os demais governos do G7 buscarão substituir a base energética atual, sustentada pelo petróleo, por outros minerais, como o lítio. Para isso, irão destinar anualmente cerca de US$ 100 bilhões até 2025.

Em 2009, o G7 já havia acordado destinar US$ 100 bilhões para "ajudar os países pobres" a reduzir a emissões de carbono, no entanto, a promessa nunca se cumpriu.

Também aprovar promover ações que protejam 30% da superfício dos oceanos na próxima década.

Os novos pactos são considerados uma prévia dos debates da 26ª Cúpula do Clima, que será realizada em novembro de 2021.

Fonte: Brasil de Fato

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