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Mais feijão, menos fuzil: estado do Rio de Janeiro também produz leguminosa agroecológica

Por Everaldo Alexandre em 13/09/2021 às 20:45:24

Apontado como o país que mais planta e consome feij√£o no mundo, a produ√ß√£o brasileira do gr√£o basicamente atende à demanda interna. A √°rea plantada total de feij√£o no país é de cerca de 3 milh√Ķes de hectares. No estado do Rio de Janeiro, a √°rea plantada de feij√£o é de 1,4 mil hectares, e a produ√ß√£o chega a 1,5 mil toneladas.

Segundo dados da estimativa de safra do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil produz cerca de 3 milh√Ķes de toneladas de feij√£o por ano, divididas em três safras. Porém, para 2021, a previs√£o do instituto é de uma redu√ß√£o de 7,4% em rela√ß√£o ao ano passado, alcan√ßando 2,67 milh√Ķes de toneladas, o suficiente para atender no limite ao consumo interno.

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O cultivo do feij√£o preto no Sítio S√£o José, localizado na cidade de Magé, na Baixada Fluminense, come√ßou com o incentivo do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), para diversificar a produ√ß√£o no local. A experiência em 1 hectare plantado deu certo, com a colheita feita em agosto, e a família camponesa j√° prepara a próxima, que deve ocorrer em setembro ou outubro.


O objetivo do cultivo no Sítio S√£o José, além de produzir o feij√£o para comercializa√ß√£o, é produzir também sementes crioulas / Andresa Paiva

As sementes crioulas foram doadas pelo MPA e trazem como característica o n√£o uso de agrotóxico e a sele√ß√£o manual com muito amor e aten√ß√£o, um conhecimento passado localmente através das gera√ß√Ķes. S√£o sementes produzidas por agricultores familiares, assentados da reforma agr√°ria, quilombolas e indígenas, portanto, trazem em cada gr√£o a sabedoria da terra e passam longe do controle das multinacionais de sementes.

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O objetivo do cultivo no Sítio S√£o José, além de produzir o feij√£o para comercializa√ß√£o, é produzir também sementes crioulas, parte do trabalho internacional da Via Campesina para dar autonomia aos camponeses e independência de governos ou das empresas multinacionais, setores que buscam apoiar apenas o agronegócio produtor de commodities.

A iniciativa faz parte também da campanha “Cada Família Adota uma Semente”, lan√ßada pelo MPA em 2018 para promover esse grande tesouro, que gera autonomia, cultura e soberania alimentar para os povos. Isso tudo em meio à política de desmonte dos incentivos promovida pelo governo federal.

Após o veto do presidente ao Projeto de Lei da Agricultura Familiar (PL 735/2020) em julho do ano passado, a proposta tramitou novamente no Congresso Nacional e a chamada Lei Assis Carvalho II foi aprovada pelo plen√°rio do Senado no dia 25 de agosto. O objetivo do projeto, que segue para san√ß√£o presidencial, é executar a√ß√Ķes para diminuir os impactos socioeconômicos causados pela pandemia de covid-19, que afetam agricultores familiares em situa√ß√£o de pobreza e de extrema pobreza.

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De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu√°ria (Embrapa), o consumo anual de feij√£o no Brasil é de 14 quilos por pessoa. O feij√£o é um alimento rico em vitaminas do complexo B e possui compostos antioxidantes, que previnem algumas doen√ßas. Além de ser rico em ferro, c√°lcio e pot√°ssio, o feij√£o ajuda a reduzir o colesterol e a regular a glicose no sangue. Combinados, arroz e feij√£o se complementam nas proteínas necess√°rias para uma alimenta√ß√£o saud√°vel.

Fonte: Brasil de Fato

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Jota Edilson

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